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domingo, 20 de abril de 2014

Top 8 - Soundtracks dos últimos 10 anos

Uma das coisas que mais presto atenção em um filme são as músicas que ajudam a contar aquela história. Tenho o hábito de ouvir as trilhas sonoras completas dos filmes, mas sempre surge uma ou outra música que acaba se destacando. Nesse post vou fazer um Top 8 das trilhas que mais me agradaram no cinema nos últimos dez anos:

8) HOJE EU QUERO VOLTAR SOZINHO (VAGALUMES CEGOS - CÍCERO)
O filme mais recente que assisti no cinema. Esperei pelo desenrolar dessa história desde que assisti o curta (EU NÃO QUERO VOLTAR SOZINHO). A canção do Cícero caiu como uma luva para o filme, trazendo aquela sensação contemplativa de quando estamos apaixonados e ainda nem nos demos conta disso. O mais curioso é que o cantor estava na minha sessão desse filme e pude reparar ele cantarolando baixinho a própria música dentro do cinema. Ficou gravado na minha memória.




7) AS VANTAGENS DE SER INVISÍVEL (IT'S TIME - IMAGINE DRAGONS)
Esse filme é recheado de boas canções. Essa me chama atenção pois foi a primeira vez que ouvi uma música do Imagine Dragons (banda que, hoje, sou fã). Além de ter mil interfaces com a trama de Charlie, 'Its Time' me passa uma sensação nostálgica que conversa com a fotografia, o figurino, o roteiro, enfim.. quase tudo no filme parece dialogar muito bem com essa música. É a que melhor traduz, pra mim, o trio de protagonistas.



6) AS VANTAGENS DE SER INVISÍVEL (HEROES - DAVID BOWIE)
Já deu pra perceber que gosto bastante desse filme por conta das outras postagens do blog. E a trilha sonora dele é grande responsável por essa minha predileção. Conhecia pouquíssimo de David Bowie antes de assisti-lo e, o pouco que conhecia, não gostava. Não conseguia me conectar com suas letras. Até que assisti a famosa cena do túnel. Foi amor a primeira vista. Não passo um dia sem ouvir essa música e sem lembrar que 'We can be heroes.. just for one day..".





5) BRANCA DE NEVE E O CAÇADOR (BREATH OF LIFE - FLORENCE & THE MACHINE)
Haters gonna hate, mas eu adoro esse filme e essa canção também. Já curtia muito o trabalho da Florence e fiquei impressionado com essa canção encomendada especialmente para o filme. Breath of Life é mais uma daquelas trilhas que não são trabalhadas em show, mas ganhou um espaço todo especial no meu coração e no meu celular. Os tons tribais conectam o espectador diretamente para a trama que, nesta roupagem nova, ganha contornos épicos. Impossível ouvir sem lembrar da atuação brilhante de Charlize Theron.




4) MEU MALVADO FAVORITO 2 (HAPPY - PHARRELL WILLIANS)
Nem preciso dizer muito sobre. Excelente letra, ritmo mais que apropriado pra embalar os Minions, sidekicks mais famosos que o próprio protagonista da história. Indicada ao Oscar, a canção extrapolou o filme e é uma das mais executadas nas rádios do mundo todo. Vida longa ao Pharrell!




3) 500 DIAS COM ELA (US - REGINA SPEKTOR)
Outra figurinha carimbada aqui do blog, Regina Spektor tem um talento incrível para criar melodias que ficam ecoando na nossa mente por um bom tempo.  'Us' permanece tocando na minha cabeça desde que ouvi pela primeira vez. A música dita o tom da primeira metade do filme e nos passa um pouco do encatamento que o protagonista sente pela Summer (Summer, vadia!)


2) DRIVE (A REAL HERO - COLLEGE FEAT. ELECTRIC YOUTH)
Um dos meus filmes favoritos da vida toda e uma música que cresce à medida que o personagem vai se dando conta do ninho de cobras em que se meteu. Conhecia pouco de Electric Youth, mas depois de 'A Real Hero' fiquei viciado em todas as músicas. Feliz descoberta!



1) SHAME (NEW YORK, NEW YORK - CAREY MULLIGAN) 
Um respiro necessário para uma trama tão densa quanto a de Shame (apesar de ser logo no início do filme). Muita coisa nos é apresentada enquanto Carey Mulligan interpreta brilhantemente o clássico de Sinatra. É como se os personagens fossem se despindo de suas armaduras durante os cinco minutos de canção. O detalhe curioso é que a atriz gravou a cena de primeira e, segundo sites americanos, ao vivo.





domingo, 20 de janeiro de 2013

Invisível, mas tangível.

Anteontem fui levar minha irmã ao médico e na volta passamos na livraria. Era a segunda vez na semana que eu tentava comprar um exemplar de As Vantagens de Ser Invisível e, desta vez consegui.

Soube do livro há menos de seis meses, quando assisti ao trailer da adaptação cinematográfica. Fiquei bastante empolgado, pois trata-se de um dos meus estilos de leitura favoritos. Gosto de textos centrados no tempo psicológico e tenho uma predileção maior ainda pelos que o fazem através da narração em primeira pessoa.

De certa forma, nós vivemos as emoções e lembranças do protagonista, ja que a única fonte de informação é o relato dele. Toda interferência externa é ignorada e essa crueza no discurso se acentua ainda mais quando o texto é baseado em cartas.

Quando souberam que eu havia iniciado a leitura, alguns amigos disseram que não gostaram do livro. Que muita coisa era diferente daquilo que foi mostrado no cinema.. não ligo muito pra isso, mas acho que é uma sensação que domina aqueles que não fizeram leitura do texto original primeiro... antes de ver o filme.

Há dois dias com o livro, acabei de chegar na metade dele. Interrompi justamente em um momento bem intenso da trama pra conservar minha alegria ao escrever esse relato. Simplesmente tô embasbacado com a força e ao mesmo tempo sutileza com que o autor Stephen Chbosky conta a vida de Charlie. São metáforas tão certeiras, pensamentos tão bem desenhados, que fica difícil não admitir que esse personagem pode ser um vizinho, um amigo, ou você mesmo.

Pode ser que eu me decepcione bastante com o que ainda está por vir, mas é justamente por isso que resolvi escrever agora.. enquanto ainda respiro ofegante e feliz com o que leio.

Ao longo de todo livro, Charlie cita músicas como referências. Tenho escutado todas enquanto leio e isso tem sido bem interessante. Aos poucos, a Literatura pode estar descobrindo um caminho para a sinestesia... coisa que no cinema já é bem mais natural, desde o fim do cinema mudo.

Uma coisa curiosa é a presença de Something, dos Beatles, no livro (espero que também esteja no filme). Essa música me acompanha desde a infância, tanto que publiquei um texto sobre ela aqui no blog. É engraçado como Charlie tem uma relação com a música bem parecida com a minha.

Gosto também da banalização da polêmica. Pouca vezes li um texto que cita álcool, drogas e sexo sem o peso do maniqueísmo. Aqui, o que importa é o background do personagem influenciando quem ele é. Os sentimentos sobram e engolem qualquer polêmica.

Enfim, até agora, algumas frases não saem da minha cabeça ("somos infinitos!" / "a gente tem o amor que acha que merece.").

Pode até ser que Charlie seja invisível. Se isso é vantajoso ou não? Sinceramente não sei. Mas sei que não precisamos ver para tocar e entender. O invisível, às vezes, pode ser muito mais evidente do que a mais sólida construção humana.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

.Something.


"You're asking me will my love grow
I don't know, I don't know
You stick around now it may show
I don't know, I don't know..."




Acordei com esta música na cabeça. Faz todo sentido, pois dormi com os fones de ouvido gritando Beatles em volume máximo. Gosto de dormir com música, mas sempre que acontece amanheço um pouco inquieto. 

Tentei durante as primeiras horas da manhã entender a mensagem por trás da canção e, depois de desenvolver e refutar várias teorias, cheguei a conclusão de que não existe uma explicação racionalmente inteligível para estes versos. É como se o "eu não sei, eu não sei..." fosse basicamente uma síntese daquilo que o artista quer transmitir.

Bom, tudo isso vem de encontro ao meu momento atual de vida. Sabe aquele momento em que você sente necessidade de dar nome às coisas que está sentindo? Aquela (quase que) obrigação de saber bem onde se está pisando e se esse terreno é seguro? Pois bem... mais uma vez, cá estou de frente para um dilema.

Creio que tudo isso seja legado do que a humanidade fez até hoje. Essa inquietude humanóide que nos condiciona a nomear tudo. Até mesmo o impronunciável. Tudo temperado com o agridoce dos relacionamentos.

Situação: Você conhece uma menina. Passam quase um ano se comunicando pelas redes sociais e de repente, não mais que de repente, você decide encontrá-la pessoalmente. Atravessa duas cidades inteiras pra concretizar seu objetivo. Vocês finalmente se olham, se falam, se olham de novo.. ficam. E bate aquela pausa dramática que significa que você gostou muito. Nada de desespero, nada de mãos suadas ou de insegurança. Mas um nervosismo bom.

Seus amigos te advertem que ela 'não é do tipo que você pega e depois descarta' porque 'ela se apaixona com um bom dia. Imagina com um beijo bem beijado...". E é justamente nessa hora que a vida vem e te dá aquela rasteira. Quem pensa nela minuto sim minuto não é você.. quem idealiza mensagens bonitas pra mandar via whatsapp é você. Será mesmo ela quem se apaixona com um bom dia? Mas será mesmo que isso é paixão, amor ao primeiro beijo ou coisa do tipo? Vai saber. Ou não. Não sei.

E é neste momento, meus amigos, que vocês me perguntam: Como você deixou isso acontecer de novo na sua vida? 

E eu respondo: "I don't know, I don't know..."

Só sei que "alguma coisa no jeito que ela se move me atrai como nenhum outro amor /  me mostra que eu não quero deixá-la agora..."

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

.Canções de Apartamento.

Já faz um tempo que eu venho pensando em coisas que poderia compartilhar aqui com vocês. Para além dos meus textos meio loucos, decidi que não tenho como fugir de duas das coisas que mais gosto na vida: música e cinema. 



A postagem de hoje fala sobre o primeiro tema. Já faz algum tempo que fiz um grande achado na web, graças ao Lastfm. Trata-se do cantor e compositor carioca Cícero. 

Cícero Lins nasceu no Rio de Janeiro, é compositor e cantor com influências de e , além de artistas como Caetano Veloso e Tom Jobim. E essas influências são bastante evidenciadas neste seu primeiro álbum solo (sim, ele já fez parte de uma banda chamada Alice).

Soube recentemente que ele é amigo de uma grande amiga minha da faculdade. Small World! Em uma de nossas voltas pra casa, a Letícia Freitas, que no Twitter atende por @obatambemquero, me contou um pouco do passado do Cícero. Acho incrível como essa "globalização interna" que acontece no Rio de Janeiro permite essas coincidências.

Voltei pra casa bastante empolgado, pois até então só tinha escutado uma música do cara, mas letícia me falou tanto e tão bem sobre ele que fiquei curioso pra saber e ouvir mais.


Em 2011 ele lançou seu primeiro CD pela internet, Canções de Apartamento, disponibilizado gratuitamente no seu site oficial. O Album foi gravado no seu estúdio caseiro, em seu apartamento. Baixei o álbum completo no site e tive uma grata surpresa. As músicas são de uma qualidade poética, estética e sonora que nem de longe parecem ter sido compostas por um jovem. Algumas delas são verdadeiros diálogos em forma de canção... e eu acho incrível como neste produto em questão é o álbum por completo funcionando muito bem. 

Todas as músicas cumprem muito bem a expectativa que nos apresentam em seu título e eu realmente me transporto quando tô escutando.  É o tipo de música pra cantar enquanto ouve. Além do piano e do violão, o CD tem experiencias com outros instrumentos, como acordeon, tamborim, pandeiro e guitarra. As letras, cantadas com sua voz meio que sussurrada, falam sobre solidão, paixões, saudades e memórias.Tudo isso com uma simplicidade absurda e um 'amadorismo profissional' que justifica o nome do álbum.

O link para download do CD completo é este aqui: http://www.cicero.net.br/

Espero que gostem!